Chegou o fim de semana e com ele a possibilidade de espairecer para fora de Imintanoute, algo a que somos vivamente aconselhados por quem nos comanda, como forma de manutenção do bom espírito, face ao risco de "overdose" de deserto a que estamos sujeitos.
Do leque de destinos possíveis foi escolhido Agadir, a 2h30 de viagem.
Trata-se de uma cidade que tendo sido completamente destruída em 1960 (devido a um sismo), foi reconstruída com as características típicas de uma cidade moderna, tornando-a única. Muito arranjada e com avenidas largas, com uma zona junto ao mar (mais turística) que tem um aspecto a fazer lembrar o Algarve.



Já a praia propriamente dita está bem longe das praias portuguesas (que à data ainda considero imbatíveis).
A temperatura morna da água, a sua cor escura-acastanhada, os milhares de banhistas vestidos (as pessoas despem-se pouco e as mulheres chegam a tomar banho vestidas), a areia ligeiramente barrenta (onde por vezes crescem umas ervas meio estranhas) e um conjunto de craques da bola (todo o pessoal jovem macho tem de ter uma camisola de uma equipa, incluindo um com os calções do Benfica), aproximaram esta praia a uma possível experiência de banhos ali entre a Lisnave e a Siderurgia (como quem vai para o Barreiro) misturado com o ambiente atlântico da Carbogal (mais a sul, em Sines).

Mas a verdade é que depois de uns dias no deserto, a ansia de mar fez com que a praia parecesse uma verdadeira Saint Tropez (glamour incluído).
Depois de banhos e sol, fizeram-se umas compritas para lanche num supermercado. Inesquecíveis as secções de especiarias. Marcam realmente qualquer pessoa através do despertar de sentidos que uma quantidade tão grande de cores e cheiros provocam. Os primeiros poderei partilhar quando tiver fotografias, mas os segundos apenas será possível para quem venha cá. Uma pequena mas muito engraçada experiência com algo perfeitamente mundano para este povo.
Um pormenor que merece referência é o divertimento nocturno. Os restaurantes e a noite não são baratos (puto fino so vai ao melhor) mas valem muito a pena conhecer. As músicas são surreais. A da moda agora é uma que inclui uma corneta de tourada, com a capacidade de enlouquecer qualquer multidão. Os sons que fui capaz de reconhecer, incluiam algumas músicas ditas "normais", e outras (verdadeiras pérolas!) versões em árabe de músicas nossas conhecidas. A mistura é única e, face ao local, perfeita!
Eles são os maiores dançarinos que há. Os braços e as mãos nunca param (fazem uns golpes estranhíssimos e vistosos). As pessoas que estavam comigo não deixaram nada disto passar em claro e foram servindo de guias turísticos de alta craveira.
A viagem de regresso permitiu apreciar e fotografar a paisagem. Começando a subir o Atlas a temperatura passa duns agradáveis 24ºC para uns ligeiramente menos agradáveis 38-40ºC. A falta de água é evidente, mas as marcas no solo de enchurradas mostram bem que esta em excesso consegue tornar as coisas animadas. Existe uma barragem de tal forma vazia que demorei a compreender que estávamos a passar a montante, do lado da albufeira, e não a jusante. A existência de grandes marcas nas encostas e diversos oásis (com um verde claro mas vivo, muito bonito) acabou por denunciar que (ainda) existiria alguma água no solo e a desmistificar a dúvida.
Descrevendo a paisagem natural: **lamentamos foi censurado por Miguel Rato**




Nesta zona montanhosa existe uma espécie de árvore, a Argânia, muito famosa pelas inúmeras capacidades que o seu óleo tem e sobretudo porque normalmente tem cabras nos seus ramos (a fotografia não é minha, mas foi uma imagem destas que eu tive). Não tenho receio que alguém comece a pensar que este país é tão especial, que até tem uma árvore que dá cabras, mas não fica mal explicar que estas adoram os frutos da árvore e fazem de tudo para os comer. São pancas.

Trata-se de uma cidade que tendo sido completamente destruída em 1960 (devido a um sismo), foi reconstruída com as características típicas de uma cidade moderna, tornando-a única. Muito arranjada e com avenidas largas, com uma zona junto ao mar (mais turística) que tem um aspecto a fazer lembrar o Algarve.
Já a praia propriamente dita está bem longe das praias portuguesas (que à data ainda considero imbatíveis).
A temperatura morna da água, a sua cor escura-acastanhada, os milhares de banhistas vestidos (as pessoas despem-se pouco e as mulheres chegam a tomar banho vestidas), a areia ligeiramente barrenta (onde por vezes crescem umas ervas meio estranhas) e um conjunto de craques da bola (todo o pessoal jovem macho tem de ter uma camisola de uma equipa, incluindo um com os calções do Benfica), aproximaram esta praia a uma possível experiência de banhos ali entre a Lisnave e a Siderurgia (como quem vai para o Barreiro) misturado com o ambiente atlântico da Carbogal (mais a sul, em Sines).
Mas a verdade é que depois de uns dias no deserto, a ansia de mar fez com que a praia parecesse uma verdadeira Saint Tropez (glamour incluído).
Depois de banhos e sol, fizeram-se umas compritas para lanche num supermercado. Inesquecíveis as secções de especiarias. Marcam realmente qualquer pessoa através do despertar de sentidos que uma quantidade tão grande de cores e cheiros provocam. Os primeiros poderei partilhar quando tiver fotografias, mas os segundos apenas será possível para quem venha cá. Uma pequena mas muito engraçada experiência com algo perfeitamente mundano para este povo.
Um pormenor que merece referência é o divertimento nocturno. Os restaurantes e a noite não são baratos (puto fino so vai ao melhor) mas valem muito a pena conhecer. As músicas são surreais. A da moda agora é uma que inclui uma corneta de tourada, com a capacidade de enlouquecer qualquer multidão. Os sons que fui capaz de reconhecer, incluiam algumas músicas ditas "normais", e outras (verdadeiras pérolas!) versões em árabe de músicas nossas conhecidas. A mistura é única e, face ao local, perfeita!
Eles são os maiores dançarinos que há. Os braços e as mãos nunca param (fazem uns golpes estranhíssimos e vistosos). As pessoas que estavam comigo não deixaram nada disto passar em claro e foram servindo de guias turísticos de alta craveira.
A viagem de regresso permitiu apreciar e fotografar a paisagem. Começando a subir o Atlas a temperatura passa duns agradáveis 24ºC para uns ligeiramente menos agradáveis 38-40ºC. A falta de água é evidente, mas as marcas no solo de enchurradas mostram bem que esta em excesso consegue tornar as coisas animadas. Existe uma barragem de tal forma vazia que demorei a compreender que estávamos a passar a montante, do lado da albufeira, e não a jusante. A existência de grandes marcas nas encostas e diversos oásis (com um verde claro mas vivo, muito bonito) acabou por denunciar que (ainda) existiria alguma água no solo e a desmistificar a dúvida.
Descrevendo a paisagem natural: **lamentamos foi censurado por Miguel Rato**
Nesta zona montanhosa existe uma espécie de árvore, a Argânia, muito famosa pelas inúmeras capacidades que o seu óleo tem e sobretudo porque normalmente tem cabras nos seus ramos (a fotografia não é minha, mas foi uma imagem destas que eu tive). Não tenho receio que alguém comece a pensar que este país é tão especial, que até tem uma árvore que dá cabras, mas não fica mal explicar que estas adoram os frutos da árvore e fazem de tudo para os comer. São pancas.

Durante a viagem tivemos ainda a oportunidade de ver duas imagens que não estando directamente ligadas, permitem perceber a correlação entre o fenómeno de "excesso de Fittipaldis" e a quantidade grande de "paragens na box". Note-se que não é uma auto-estrada (essa estamos nós ainda a construir) mas sim de uma estrada com uma faixa para cada sentido. É um descanso viajar nestas condições.


Como temos cá RTP Internacional e Sport TV, foi possível que a semana começasse bonita com o empate do Benfica. É algo que acaba por nos ligar e por produzir importantes debates, muitas vezes encimados com autênticas teses de mestrado. Tudo material de muito valor.
Como temos cá RTP Internacional e Sport TV, foi possível que a semana começasse bonita com o empate do Benfica. É algo que acaba por nos ligar e por produzir importantes debates, muitas vezes encimados com autênticas teses de mestrado. Tudo material de muito valor.
Entretanto, já estou de volta ao trabalho e se me perdoam é isso que vou agora fazer.
ABRAÇOS
4 comentários:
zé mario!
Club med em Agadir é hipotese fortissima!
http://www.clubmed.co.uk/cgi-bin/clubmed55/SP/villagesHeading.do?CODLSC=AGAC&CODRUB=1&PAYS=341&LANG=EN
chamo a atenção para o VILLAGE CHIEF --> Aziz AIT ITTO
pelo que vi ir a praia em agadir nao difere mto de ir a carcavelos ou a santo amaro :
areia : ta taco-a-taco
agua : agadir ganha
gente : semelhante
areal : agadir ganha , tugas + espaço para montar uma "peladinha" = praia ao rubro!!
comidas é q já é mais complexo.. mas tambem temos ca os chineses e quem é q ja nao comeu gato ou cao!?
"Eles são os maiores dançarinos que há. Os braços e as mãos nunca param (fazem uns golpes estranhíssimos mas vistosos)"
GRANDE HENRIQUE.. A FAZER ESCOLA EM MARROCOS!!
ja agora que panascada de descricao da paisagem é esta?! bruta?!?! BRUTA?!?!
cabras em cima de arvores , o mourao a jogar futebol , o didas penteado .. tudo fenomenos estranhos!
abraçao
ps: TODOS CMG... SLB ... SLBBBB... SLB SLB SLB.... *** SLB... *** SLB!!
Gorra,
Lamento não ser tão brutal como o cabeçudo que deixa um comentário por post.
De qualquer forma nós sempre soubémos que vocês têm uma amizade fenomenal.
Sinceramente não sei se existem árvores das quais nascem cabras mas é uma teoria que explicaria muita coisa...
É uma pena que os camiões estejam em grandes manobras durante o dia. Se calhar seria mais apropriado visitar a obra de noite. Quando tudo estivesse mais calmo.
Um abraço fortíssimo,
Mourão
Primão,
A das cabras a nascerem nas árvores é brutal!
Praia em Agadir, concordo com o Katita, roça Sto Amaro ou Carcavelos...
Fiquei desvairado com a condução ai. Está explicado porque razão não existem pilotos marroquinos no WRC.
Tenho pena que não apareças com essa cara laroca nas fotografias, mas também não se pode ter tudo...
Vai sobrevivendo...
Amor do primão
Essa parte dos cheiros é espectacular,só mesmo estando aí,eu sei que não dá para explicar.
Quando um dia fôr à "feira" de Marrakech (principalmente de noite),vai dar como uma mistura de cheiros e de sons que,goste ou não goste,não vai dar para esquecer.
O benfica também fez a minha semana começar melhor.
Um abraço.
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