Após uns dias de descanso em Portugal (onde aproveitei para tirar umas pequenas férias) estou de regresso ao Magreb. Sinto-me fortíssimo, feroz, hábil e gigante. Basicamente sinto-me preparado para o desafio que tenho pela frente até ao Natal. A única promessa que me fizeram é que serão dias de muito trabalho, que obrigarão a empenho, sacrifício e bons resultados. Ponto parágrafo.
Em Portugal fiz o que quis e bem me apeteceu. Enchi a família e os amigos de beijos e abraços, fui a Fátima, à Golegã, ao Criz e ao Redondo. Lanchei em Évora, passeei no Chiado, fui a 2 concertos, voei em duas grandes noites de Lux. Dormi pouco, mas descansei muito. Pelo meio ainda consegui tratar da revisão do smart, ir ao cinema, escolher algumas coisas para o meu apartamento, almoçar aqui e ali. Acredite-se ou não, tive tempo para parar, acalmar, pensar e apreciar. Estar fora tem esse encanto, é que sem o notarmos chegamos com uma disponibilidade enorme. Nada é problema, tudo é óptimo !
Mas então o que provoca esta sensação? Será que Marrocos é mau? Não, pelo contrário, é um país encantador que nos prende desde o início. Suspeito que a culpa é mesmo minha, que sou um enraizado de primeira, que tenho um orgulho e um gosto enorme por Portugal. Ainda ninguém me mostrou outro sítio melhor para estar, e é lá que estão as pessoas que me deixam saudades.
Mas é em Marrocos que estou com a cabeça e vou levar este país à frente. Como me disse uma pessoa muito amiga (que mora ali para os lados do Restelo, mas que se eu dissesse o nome morreria de vergonha), ".. nas fases mais difíceis, lembra-te apenas que é uma experiência com um fim e que não vais ter outra oportunidade igual de aproveitares algo tão único.." (espero não ter falhado demasiado na citação). Não é preciso dizer mais nada.
É assim que chego a esta motivação e a esta vontade. Quero sentir-me útil, resolver problemas, engenhar soluções. Ao mesmo tempo quero aproveitar tudo o que este país me queira e possa oferecer. Em projecto temos já algumas passagens por Essaouira (verdadeiro paraíso para o windsurf), pela estância de ski nas montanhas do Atlas (não escondo a curiosidade de ver um fenómeno destes), pelas "portas do deserto" em Ouarzazate. É um pequeno manâncial de possibilidades que me deixam antever uns fins-de-semana coloridos.
Hoje, dia 21 de Novembro, o Diogo e mais 2 craques lá de nossa casa, partiram para o merecido descanso de Portugal. Voltarão no dia 26. Até lá tenho a Maison 5 só para mim, o que equivale a dizer que me vai fazer falta os animados serões de café depois do almoço, os lanches a meio da tarde, a mania do Diogo em pôr todos os ar-condicionado ligados e fazer da nossa casa um forno em versão "king size", as jantaradas e as boas conversas. À excepção da manhã de hoje, em que conseguiram armar uma pequena feira às 6h, aquela casa fica mais pobre só comigo. Lá vou eu ter de ir dando cabo do frigorífico a meu bel-prazer. Não sei de quem eram o paio e o queijo, mas hoje à tarde caiu-me lindamente ao lanche.
A nível profissional as coisas por cá têm corrido bem. Apesar dos problemas pontuais que sempre surgem com naturalidade numa empreitada desta envergadura, sente-se o evoluir da obra. Muitas vezes tinha dado por mim a passar numa auto-estrada e a pensar "Mas como é que eles fizeram isto e aquilo? Como chegaram ali? Como terão resolvido aquele problema?". Hoje sinto parte desses problemas, dúvidas e soluções na pele, e sinto que tenho aprendido muito. Parece-me que esta experiência poderá ser uma das maiores escolas que eu venha a ter na vida, permitindo-me encarar uma próxima experiência com maior maturidade e sobretudo mais "sábio".
O tempo cá tem estado impecável. Sempre sol e aquele frio tipicamente dos dias bons de Inverno. Gosto muito deste género. Apetece andar pela rua, respirar o ar frio e aproveitar a luz do sol (nesta altura, já não lhe posso chamar "calor").
Antes de me despedir, uma pequena provocação. Vou deixar aqui pelo meio um beijo muito grande para a Beatriz. É que eu suspeito que ela se anda a escapar de ler o blog, e assim sempre descubro. E um fixe ao Mourão.
E por que Marrocos não é só trabalho, deixo-vos o nome de uma música que hoje descobri e que suspeito que ninguém conhecerá. É calminha e só podia ser de um daqueles meus "franceses". Espreitem o seguinte link do YouTube.
http://www.youtube.com/watch?v=Gu1fTcGdS8A
Em Portugal fiz o que quis e bem me apeteceu. Enchi a família e os amigos de beijos e abraços, fui a Fátima, à Golegã, ao Criz e ao Redondo. Lanchei em Évora, passeei no Chiado, fui a 2 concertos, voei em duas grandes noites de Lux. Dormi pouco, mas descansei muito. Pelo meio ainda consegui tratar da revisão do smart, ir ao cinema, escolher algumas coisas para o meu apartamento, almoçar aqui e ali. Acredite-se ou não, tive tempo para parar, acalmar, pensar e apreciar. Estar fora tem esse encanto, é que sem o notarmos chegamos com uma disponibilidade enorme. Nada é problema, tudo é óptimo !
Mas então o que provoca esta sensação? Será que Marrocos é mau? Não, pelo contrário, é um país encantador que nos prende desde o início. Suspeito que a culpa é mesmo minha, que sou um enraizado de primeira, que tenho um orgulho e um gosto enorme por Portugal. Ainda ninguém me mostrou outro sítio melhor para estar, e é lá que estão as pessoas que me deixam saudades.
Mas é em Marrocos que estou com a cabeça e vou levar este país à frente. Como me disse uma pessoa muito amiga (que mora ali para os lados do Restelo, mas que se eu dissesse o nome morreria de vergonha), ".. nas fases mais difíceis, lembra-te apenas que é uma experiência com um fim e que não vais ter outra oportunidade igual de aproveitares algo tão único.." (espero não ter falhado demasiado na citação). Não é preciso dizer mais nada.
É assim que chego a esta motivação e a esta vontade. Quero sentir-me útil, resolver problemas, engenhar soluções. Ao mesmo tempo quero aproveitar tudo o que este país me queira e possa oferecer. Em projecto temos já algumas passagens por Essaouira (verdadeiro paraíso para o windsurf), pela estância de ski nas montanhas do Atlas (não escondo a curiosidade de ver um fenómeno destes), pelas "portas do deserto" em Ouarzazate. É um pequeno manâncial de possibilidades que me deixam antever uns fins-de-semana coloridos.
Hoje, dia 21 de Novembro, o Diogo e mais 2 craques lá de nossa casa, partiram para o merecido descanso de Portugal. Voltarão no dia 26. Até lá tenho a Maison 5 só para mim, o que equivale a dizer que me vai fazer falta os animados serões de café depois do almoço, os lanches a meio da tarde, a mania do Diogo em pôr todos os ar-condicionado ligados e fazer da nossa casa um forno em versão "king size", as jantaradas e as boas conversas. À excepção da manhã de hoje, em que conseguiram armar uma pequena feira às 6h, aquela casa fica mais pobre só comigo. Lá vou eu ter de ir dando cabo do frigorífico a meu bel-prazer. Não sei de quem eram o paio e o queijo, mas hoje à tarde caiu-me lindamente ao lanche.
A nível profissional as coisas por cá têm corrido bem. Apesar dos problemas pontuais que sempre surgem com naturalidade numa empreitada desta envergadura, sente-se o evoluir da obra. Muitas vezes tinha dado por mim a passar numa auto-estrada e a pensar "Mas como é que eles fizeram isto e aquilo? Como chegaram ali? Como terão resolvido aquele problema?". Hoje sinto parte desses problemas, dúvidas e soluções na pele, e sinto que tenho aprendido muito. Parece-me que esta experiência poderá ser uma das maiores escolas que eu venha a ter na vida, permitindo-me encarar uma próxima experiência com maior maturidade e sobretudo mais "sábio".
O tempo cá tem estado impecável. Sempre sol e aquele frio tipicamente dos dias bons de Inverno. Gosto muito deste género. Apetece andar pela rua, respirar o ar frio e aproveitar a luz do sol (nesta altura, já não lhe posso chamar "calor").
Antes de me despedir, uma pequena provocação. Vou deixar aqui pelo meio um beijo muito grande para a Beatriz. É que eu suspeito que ela se anda a escapar de ler o blog, e assim sempre descubro. E um fixe ao Mourão.
E por que Marrocos não é só trabalho, deixo-vos o nome de uma música que hoje descobri e que suspeito que ninguém conhecerá. É calminha e só podia ser de um daqueles meus "franceses". Espreitem o seguinte link do YouTube.
http://www.youtube.com/watch?v=Gu1fTcGdS8A
Gosto de pensar que sou um avant-garde da música. Deixem-me viver esse sonho, se faz favor.
GRANDES ABRAÇOS A TODOS
PS - Diogo volta! Isto agora é que está mesmo bom!
PS - Diogo volta! Isto agora é que está mesmo bom!
2 comentários:
Joaquim, tive que passar por aqui porque sabia que estavas a preparar algo para escrever neste relato da estadia em Marrocos!!
Este 4 dias vão passar demasiado rápidos e 4ª já estou de volta à Maison 5!! Força!!
Já sei que vai haver "recepção" à nossa chegada..
decidi pôr as grades de cervejas no teu quarto e por o ar condicionado no mínimo, depois eu ajudo-te a preparar o sofá da sala para dormires
abraço menino !
aproveita !!
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